terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

La Mariposa está

Um tanto cansada, a fim de matar um gigante.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Para ver as meninas

Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito

Paulinho da Viola
(porque toca no corpo, alimenta a pele e me dá sede, muita sede...)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Próxima estação

Fazia frio. Ana Alice engoliu o café preto e quente. Lavou a xícara branca. Tomou água gelada. Passou batom vermelho. E saiu. Em passos curtos e apressados pegou o trem. Estava numa inquietude descompassada, destas bem femininas. Aquelas soltas palavras ainda reverberavam em sua cabeça “O prazer está no simples”.

Ela - que nunca fora simples - desejava conhecer o seu par ideal. Na última noite, em mais uma história de começo, meio e fim, havia se despedido de alguém. Do décimo homem de sua vida. Ele a beijou delicadamente. Ela gritou raivosa. Ele respirou fundo. Ela suspirou incompreendida. Parece que todas as histórias de amor acabam com bruscas gesticulações femininas e contidos gestos masculinos.

De estação em estação, Ana Alice se acumulava de questões. Lembrou de uma amiga dizendo calmamente. “Não escrevo sobre homens porque são simples demais. Eles nem usam tranças”. Quantas tranças Ana Alice fez e desfez para constatar que gostava pouco de prender o cabelo? O vagão se acumulava de gente. Ana Alice não desceu na estação prevista.

Na última noite, ela quis dizer algo de verdade, mas preferiu o silêncio. Seu corpo agitado já dizia muito, enquanto suas mãos magras escolheram tatear o desconhecido. Ela soltou os cabelos e só desceu na última estação.

Próxima Estação from Michelle Cavalcanti on Vimeo.

Tensão

da série "Olha para o céu, meu amor"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

La Mariposa está

Aterrando sentidos. E com vontades multiplicadas.

Deixa ventar

da série "Olha para o céu, meu amor"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Breve reflexão

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"Pornografia define tecnologia."
por Thiago Abe
(imagem de Gustav Klimt)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Preciptação é algo que cai do céu

da série "Olha para o céu, meu amor"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Nenhum sentido faz sentido



"Todo coração em caos traz uma estrela cintilante"
Nietzsche

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

La Mariposa está

Querendo saber o que querem os ratos molhados em sua morada.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Passo, passo, passo

da série "Olha para o céu, meu amor"

Metades

da série "Olha para o céu, meu amor"

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

La Mariposa está

Sem ressalvas... Pensando em ler seu mapa astral, fazer numerogolia, ou sei lá, saltar de pára-quedas quem sabe.
Querendo um profundo mergulho no mar.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Porque parar, voltar ou seguir é uma escolha

da série "Olha para o céu, meu amor"

Azul azul azul

da série "Olha para o céu, meu amor"

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Liberdade

Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

La Mariposa está

Procurando um chão para enfiar os pés.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Palavras amassadas


Cinema

O céu cor de cinza
Que tinge a saliva
Cobre-a inteiramente.
Ela sente frio
Sem guarda-chuva.
Algo está diferente.
Ela pode sentir no gosto da boca dele.
Enquanto, um casal parado no fim da escada rolante
Abraça aquele abraço bem apertado
De coisa bem junta
Encaixada.
Entre muitos beijos,
o casal não pensa.
Um rapaz solitário passa apressadamente.
Procura por alguém. Ou procura por algo?
Em uma mesa uma moça fala desesperadamente
E um moço parece prestar atenção com desânimo.
Conversam sobre construir.
A moça quer um apartamento.
Pensa em investir.
O moço apenas olha para seus seios.
Sorri nervosamente.
O casal que se beijava de pé, no pé da escada, senta.
E então, a garota passa as mãos delicadamente pelo rosto do garoto.
O garoto sente.
A moça continua "Vamos apenas dar uma procurada para ter uma idéia de valores".
O moço num rompante "Para termos os pés bem no chão!"
Ilusão?
O garoto pega na cintura dela.
Quase que sem querer deixa a mão deslizar para o quadril.
Aperta.
A garota sente.
O rapaz solitário passa mais uma vez.
Sem procurar, sem encontrar.
O amor não é uma ilusão!
Existe.
E enquanto ela chora por dentro
Chove lá fora
Desta vez, ela queria um guarda-chuva...
Mesmo tirando os seus pés do chão.
No fim da sessão, o rapaz solitário caminha com o seu par.