sexta-feira, 21 de maio de 2010

Bom dia



Clara manhã, obrigado,
o essencial é viver!
Drummond



Faz silêncio aqui dentro
Sinal de que outrora havia grande euforia


Sinfonia em tom maior

Uma palavra para ser esquecida
Um sorriso para ser lembrado


Mãos perdidas

"Por favor, feche a porta e não abra a janela.
Eu quero anoitecer"


A chaleira esperando pelo chá
Um quadro torto na parede


Qual filme será?

Ela tão distraída
Ela tão presente


Trocando passos tímidos

"Por favor, desligue a TV e deixe a chave em cima da mesa.
Eu quero sonhar"


As bonecas não mudam de face
O relógio segue a sua missão


Enquanto os cabelos embaraçam ao vento

Um corpo sem pretensões
A mente em devaneios sãos


Dançando fragmentos

"Por favor, deixe as minhas gavetas abertas e apague a luz.
Eu quero amanhecer"


Dúvidas para serem visitadas
Certezas para serem mudadas


Com a boca seca e casta

Há momentos para negar sins
Há momentos para aceitar nãos


Em uma vida de começo meio e fim

"Por favor, leve as minhas meias e deixe a música tocar.
Eu quero acordar"


Bom Dia
música: Gymnopédie n 1, de Erik Satie

segunda-feira, 26 de abril de 2010

E onde a sorte há de te levar.
Saiba o caminho é o fim, mais que chegar.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A flor

Singela flor.
Tão bela. Tão plena. Tão serena.
Passeia para além do horizonte.
Entre as espumas da água do mar.
Leve o que eu não posso compreender.
Deixe aquilo que eu possa absorver.
Singela flor.

Em uma longa tarde de quem sou eu...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Para muito além de um sorriso

Silenciosamente sorrio
verdades absolutas
verdades imaginadas
verdades esquecidas
verdades malditas
verdades reveladas
verdades não ditas
verdades descoradas.
Sorrio em verde e vermelho.

domingo, 11 de abril de 2010

O vento


- Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer.
E isso, eu vi, o vento leva...

domingo, 4 de abril de 2010

(...)

Após uma longa tarde de (...), a chuva resolveu se impor sobre Catarina.
Silenciou pensamentos.
Permitiu sensações.
Gotas grossas no corpo, vento fresco no rosto.
A chuva absoluta. E Catarina?
Catarina apenas fechou os olhos, sem proteger-se.
Ela era apenas um corpo desprevenido caminhando.
Caminhando molhado.
Caminhando enxarcado.
Experimentou o frio, o calor, a algeria, o caos, a dor. Tudo.
Corrompida pela plenitude da natureza, Catarina apenas sorriu aquele sorriso satisfeito.
De quem gosta de estar despreparada.
De quem gosta de ser surpreendida.
De quem gosta de não esperar por nada.
A tarde terminou exata e em paz, pedindo uma noite estrelada.

- imposição s. f. 1. Ato de impor ou de impor-se. 2. Coisa imposta. 3. Ordem a que se tem de obedecer. 4. Ato de conferir. 5. Colocação de insígnias. 6. Ato de infligir. 7. Tributo, imposto.
- desprevenir v. tr. 1. Desavisar. 2. Desacautelar-se, descuidar-se; desaperceber-se; desafazer-se de (o necessário). 3. Ficar sem (o necessário).
- caos s. m. 1. Confusão dos elementos antes da criação do universo. 2. Confusão. 3. Desordem. 4. Perturbação.
- exata adj. 1. Certo; em que não há erro, omissão, fraude. 2. Fiel. 3. Pontual. 4. Que cumpre bem o seu dever. 5. Perfeito, rigoroso.
- (...) m. b. 1. Depois eu conto.

domingo, 21 de março de 2010

La Mariposa está

Desobediente. Contanto o tempo em minutos e horas.

sábado, 20 de março de 2010

Hoje ou Em sonhos reais eu toco e sinto

E então, finalmente, choveu.
No sentido mais belo do que é chover.
É o anuncio do outono.
Da estação predileta.
Folhas secas e douradas como hão de ser.
Prenuncio de um lindo amanhecer.
Gosto da chuva, porque simplesmente acontece.
Cheiro bom. De coisa boa. De asfalto molhado.
A natureza humana simplesmente é.
Acontece.

quarta-feira, 17 de março de 2010

The blower's daughter

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time

And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes of you...
I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time

And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes of you...
I can't take my eyes...

Did I say that I loa the you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind of you
I can't take my mind
My mind...my mind.
Til I find somebody new.


(apenas uma música de um breve momento)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Poupando clareza

da série "Olha para o céu, meu amor"

segunda-feira, 1 de março de 2010

Clara

http://debailarina.blogspot.com/2007/10/clara.html

Faz tempo que li.
E hoje reli.
Pensei.
A saudade dói.
É tempo intangível.
Que se faz presente pela ausência.
Senti.
Sorrisos de olhos fechados.
Caretas de bocas abertas.
Lembra?
Sinto sua falta amiga. (de alma)
Digo é bom conhecer alguém pelo avesso.
E se for preciso, vomitar.
Eu te conheço.
Veja só, Clara ainda não chegou.
Nem sei se chegará...
Porém sinto saudade dela.
Posso passar horas com Clara.
De pele macia, mãos pequenas e cheiro bom.
Imagino.
Potes de doces vazios.
Amiga, te pergunto em quantas ilusões eu me meti?
Talvez eu queira acordar deste tempo intocável.
Ou talvez eu só queira sonhar com Clara.

Com amor,
Januária

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

La Mariposa está

Um tanto cansada, a fim de matar um gigante.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Para ver as meninas

Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito

Paulinho da Viola
(porque toca no corpo, alimenta a pele e me dá sede, muita sede...)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Próxima estação

Fazia frio. Ana Alice engoliu o café preto e quente. Lavou a xícara branca. Tomou água gelada. Passou batom vermelho. E saiu. Em passos curtos e apressados pegou o trem. Estava numa inquietude descompassada, destas bem femininas. Aquelas soltas palavras ainda reverberavam em sua cabeça “O prazer está no simples”.

Ela - que nunca fora simples - desejava conhecer o seu par ideal. Na última noite, em mais uma história de começo, meio e fim, havia se despedido de alguém. Do décimo homem de sua vida. Ele a beijou delicadamente. Ela gritou raivosa. Ele respirou fundo. Ela suspirou incompreendida. Parece que todas as histórias de amor acabam com bruscas gesticulações femininas e contidos gestos masculinos.

De estação em estação, Ana Alice se acumulava de questões. Lembrou de uma amiga dizendo calmamente. “Não escrevo sobre homens porque são simples demais. Eles nem usam tranças”. Quantas tranças Ana Alice fez e desfez para constatar que gostava pouco de prender o cabelo? O vagão se acumulava de gente. Ana Alice não desceu na estação prevista.

Na última noite, ela quis dizer algo de verdade, mas preferiu o silêncio. Seu corpo agitado já dizia muito, enquanto suas mãos magras escolheram tatear o desconhecido. Ela soltou os cabelos e só desceu na última estação.

Próxima Estação from Michelle Cavalcanti on Vimeo.

Tensão

da série "Olha para o céu, meu amor"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

La Mariposa está

Aterrando sentidos. E com vontades multiplicadas.

Deixa ventar

da série "Olha para o céu, meu amor"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Breve reflexão

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"Pornografia define tecnologia."
por Thiago Abe
(imagem de Gustav Klimt)