Gosto de dias tipicamente paulistanos. sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Tempo, tempo, tempo
Gosto de dias tipicamente paulistanos. quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Amor e arte, uma celebração da vida
Sensação reticente.
As minhas gavetas estão abertas, aquelas que foram trancafiadas com chaves esquecidas em algum parque, em algum supermercado, em algum carro.
Sensação de silêncio.
Sensação reticente.
Ora, as chaves sempre aparecem, ou porque um duende sapeca queria brincar com a gente ou porque há momentos para serem encontradas.
Sensação de angustia.
Sensação reticente.
Nada se define. Tudo se define. Eu não tenho necessidade nenhuma de definir. Só de diluir. Misturar. “Pedi licença, para ir ao banheiro chorar choro de alguém”.
Sensação de ressaca.
Sensação reticente.
É estranho! Apostamos em coisas que acabam. Compramos computadores que ficam obsoletos. Tudo é finito, embora eu insista em dizer que estou em busca do meio, apenas.
Sensação de enjôo.
Sensação reticente.
Haverei de se expurgar o amor? O amor é impuro? Ou amar é sujo? As reticências por vezes me acompanham, por vezes me revelam, por vezes me assustam, por vezes me acalmam. E as perguntas? “Eu gosto de me sujar com tintas”.
Sensação de inquietude.
Sensação reticente.
Demonizar o outro é mais fácil. O outro. O umbigo do outro. Sim quero o meio, porém assumo: “o final traz frustração”. Traz perda. “Eu fui ao banheiro e não chorei choro de alguém, chorei choro meu”.
Sensação de engano.
Sensação reticente.
Gosto do engano. Gosto da contradição. Gosto do amor. “Eu sangro todo mês”.
Sensação de alívio.
Sensação reticente.
Aceito a morte, porque aceito a vida. Hoje eu encontrei o guardião do meu inconsciente, que devia estar numa daquelas gavetas... Fiquei com a mente solta. Liberta. Driblando o consciente, o ego, a razão.
Sensação de leveza.
Sensação reticente.
Aceito o ciclo. Digo sim ao amor que finda e brota uma de mim.
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CASA COMIGO
Casa comigo
Casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo
A mais linda, a mais amada, respeitada, cuidada,
A mais bem comida
E a pessoa mais namorada do mundo
E a mais casada
A mais festas , viagens, jantares
Casa comigo
Que te faço a pessoa mais realizada profissionalmente
E a mais grávida, e a mais mãe
E a pessoa mais as primeiras discussões
A pessoa mais novas brigas, e as discussões de sempre
Casa comigo
Que te faço a pessoa mais separada do mundo
A pessoa mais solitária com um filho pra criar de todas
A mais foi ao fundo do poço e dá a volta por cima
A mais conheceu uma nova pessoa
A mais se apaixonou novamente
Casa comigo
Que te faço a pessoa mais...
Casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo.
de Michel Melamed
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Mãos Dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
O tempo é a minha matéria, o tempo presente,
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Mais uma vez Clarice
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Em São Paulo... TOOM!
Entre encontros e desencontros cotidianos
Há o destino.
Neste misto de sins e nãos
Neste sobe e desce ansioso
Neste vai e vem gostoso
Sempre haverá o destino.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Apenas uma pausa (petit)
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Essa mania de me confessar ou Confissão IV
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A Rita
Pegou de surpresa a menina faceira
Descendo a ladeira de pé no chão
Com a rosa roubada na mão
Dona Jacinta que dava de pinta
Espreitava da esquina a doce menina
A gargalhar de satisfação
A saltitar tamanha a emoção
Quando de repente cruza seu caminho
A dona do jardim surrupiado
De braços cruzados
Rita, sem medo, encara de frente
Esbarra na gorda barriga com o dente
Daquela que lhe pega pelo vestido
Para lhe aplicar um furioso castigo
Pelo erro recém cometido
Num suspiro torto
A encurralada menina
Finge desmaiar
Num abraço fofo
A rabugenta mulher
Começa a gritar
Ninguém para ajudar!
Ao se livrar dos braços apertados
Daquela que agora se pos a chorar
A sapeca sardenta faz uma careta
E se põe a cantar
Com fé, escapa da cinta de Dona Jacinta
Beija a rosa quase perdida
Acha graça de tanta arruaça
E dá no pé sem despedida
domingo, 2 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
O romântico e a revolucionária (R.R.)
O romântico talvez espere que ela se arme. A revolucionária talvez espere que ele se desarme. E talvez, então, este choque se complete para além da alma e enfim encontre o corpo.
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CANÇÃO DA MAIS ALTA TORRE
Que venha, que venha
O tempo da paixão.
Tive tanta paciência
Que para sempre esqueço.
Temor e penitência
Aos céus partiram.
E a sede doentia
Me escurece as veias.
Que venha, que venha
O tempo da paixão.
Assim o prado
Ao esquecimento deixado,
Engrandece, e floresce
De joio e incenso,
Ao zumbir tenso
Das moscas sujas.
Que venha, que venha
O tempo da paixão.
(porque é para a revolucionária que gosta muito de Arthur Rimbaud)
terça-feira, 21 de julho de 2009
Peladinha
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Sobre vontades III
quinta-feira, 9 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Pelo Arquiteto
Sabe como é que eu imagino a felicidade? Acho que, quando a gente é feliz, a gente está junto de alguém que tem a pele muito fina e depois a beijamos nos lábios e tudo se encobre de uma névoa rósea e o corpo da pessoa se transforma numa multidão de espelhinhos e quando olhamos para ela somos refletidos milhões de vezes, e passeamos com ela montados nas zebras e nas panteras em volta de um lago e ela nos puxa por uma corda e quando olhamos para ela chovem penas de pombos, que, caindo no chão, relincham como potros jovens e entramos depois num quarto e começamos a passear de mãos dadas pelo teto... E as cabeças se cobrem de ouriços que nos fazem cócegas e os ouriços se cobrem de ouro, cheios de presentes, e escaravelhos de ouro.
(de Fernando Arrabal, em 'O arquiteto e o imperador da Assíria', porque este é um texto que me toca e retoca)
Mecanicidade na cidade ou Sobre vontades II
Deixar-se flagrar de modo inesperado.O amor filmado em partes.
Parte da vontade.
Como se subisse por escadas.
Como se quebrasse as paredes.
Refletindo o que se é?
O amor se constrói.
E naquele apartamento, o amor se monta.
(encantamento.afinidades.paixão.diferenças.distância...desejo. e o que virá? virá! e que não seja esta pobre linha)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Sobre vontades I
Sim, vontade passa, mas me reconheço aos pés dela. Morreria súdita de todas as minhas vontades e obedeceria, sem objeções, todos os meus impulsos e instantes neste choque, nesta colisão que é viver.
(isso porque hoje eu acordei com uma mistura de gostos e sensações)



